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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Minha Angola! Minha Pátria!

As estrelas choram, imploram
Porque o nosso trono de paz carece
 Pede-se, ama-se, por todos esperam
Meu oração só você merece
Amor singular ali menta minh’alma
Falta confiança, união, tem pouca acção
Só o que sinto me substancia
A cabeça na almofada, procuro solução
Embora dela surge muita canção e inspiração

Lembras quando do nosso acordo?
Teríamos de mostrar a felicidade
A todos transparecer a união
À humanidade seres o guião
Kianda, és a minha divindade
Contigo quero viver a eternidade

Sol que me viu nascer
Terras diziam inóspita
Estorvo para a humanidade
Humilhados fomos como cão
Atravessaram-te a foca ao coração
A todos convocaste a atenção
Aos verdadeiros filhos convenceste
Parecias mais convicto do que venceste
Que felicidade quando a vitória mereceste
Árvores que tremiam como vento

De emoção choravam
O preço da liberdade no peito cravado
Não é fictício o que esperavam

Ocidente já foi maldito
Contigo agora coopera
Firmes como Deus destinou
Unidos num coração contíguo
A todos destinaste abrigo
Mas filhos teus sem kubico*
Desilusão teus filhos ilustres já mostraram
Nos seus livros revolucionários
Esta crise pensei que mataram
Mas ainda vejo, e isto não é lendário

Cultura ainda menosprezada
Aculturação gradualmente determinada
A isso chamo por total traição
 Aonde há jugo do forte sobre fraco
O fraco suporta o forte
Onde o sonho parece ilusão
O mundo parece louco
Mas sempre o suporte aparece
De ajuda minha mãe carece
Aos filhos a paz estabelece
 Mais rico do que pobre
Precisa-se, mas sempre tem

Pátria de Manguxi tem febre
A quem Deus concedeu
E Manguxi bem concebeu
Amigo, isso não é conto-da-carroxinha!

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